As novas regras da publicidade médica, estabelecidas pela Resolução CFM nº 2.336/2023 e em vigor desde março de 2024, mudaram significativamente a forma como os médicos podem divulgar seus serviços. O que antes era bastante restritivo passou a permitir maior presença digital, inclusive nas redes sociais, desde que respeitados critérios éticos rigorosos.
Se você é médico ou gestor de clínica, entender exatamente o que pode e o que não pode fazer é essencial para evitar processos éticos e proteger sua reputação profissional. Neste guia completo, explico as principais permissões, obrigações e limites definidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
O que são as novas regras da publicidade médica?
A Resolução CFM nº 2.336/2023 atualiza as normas anteriores para adaptar a publicidade médica à realidade digital. O objetivo não foi liberar a propaganda irrestrita, mas regulamentar práticas que já vinham sendo realizadas nas redes sociais.
A proposta central da atualização é permitir maior transparência e comunicação com o paciente, mantendo como pilares:
- Ética profissional;
- Caráter educativo;
- Veracidade das informações;
- Proibição de sensacionalismo.
A medicina continua não sendo considerada atividade comercial comum. Portanto, embora haja mais liberdade, a atividade médica não pode ser tratada como produto de varejo.
Principais mudanças nas novas regras da publicidade médica
Imagens de pacientes (“antes e depois”)
Uma das alterações mais comentadas foi a autorização para divulgação de imagens comparativas de “antes e depois”.
Agora é permitido publicar esse tipo de conteúdo, desde que:
- Haja autorização formal do paciente;
- As imagens não sejam manipuladas;
- O objetivo seja educativo;
- Não exista promessa de resultado garantido.
O CFM deixou claro que o uso dessas imagens não pode ter caráter mercantilista ou sensacionalista. O foco precisa ser explicativo e informativo.
Selfies e bastidores da rotina médica
Outra mudança relevante foi a permissão para que o médico mostre seu ambiente de trabalho, bastidores e até selfies com pacientes (desde que autorizadas).
Essa flexibilização busca humanizar a medicina e aproximar o profissional do público. Ainda assim, não é permitido transformar o conteúdo em espetáculo ou autopromoção exagerada.
A exposição deve preservar a dignidade da profissão e do paciente.
Divulgação de preços e formas de pagamento
Antes da nova resolução, divulgar valores era extremamente restrito. Agora, as novas regras da publicidade médica permitem informar:
- Valor de consultas;
- Preço de procedimentos;
- Condições de pagamento.
Essa autorização visa promover maior transparência ao paciente. Contudo, é vedado utilizar estratégias típicas de varejo, como:
- Promoções agressivas;
- Expressões como “imperdível”;
- Ofertas relâmpago;
- Descontos sensacionalistas.
A medicina não pode ser tratada como produto promocional.
Depoimentos e feedback de pacientes
Compartilhar comentários e elogios também passou a ser permitido.
Porém, há limites importantes:
- Não pode haver incentivo sistemático para gerar elogios;
- Não pode haver promessa implícita de resultado;
- O conteúdo não pode induzir o público ao erro.
Depoimentos devem ser espontâneos e apresentados com sobriedade.
Divulgação de equipamentos e tecnologias
A resolução autoriza a divulgação de equipamentos, tecnologias e técnicas utilizadas na clínica.
Entretanto, o médico não pode:
- Afirmar que possui tecnologia “exclusiva” sem comprovação;
- Sugerir superioridade em relação a outros profissionais;
- Prometer resultados garantidos com base no equipamento.
A informação deve ser técnica, objetiva e baseada em evidências científicas.
Obrigações nas novas regras da publicidade médica
Identificação obrigatória
Toda peça publicitária deve conter:
- Nome completo do médico;
- Número do CRM;
- Número do RQE (quando especialista).
Essa exigência vale para site, redes sociais, anúncios pagos e qualquer material de divulgação.
A ausência dessas informações pode gerar infração ética.
Proibição de sensacionalismo
Mesmo com a flexibilização, continuam proibidas práticas como:
- Garantir resultados;
- Utilizar linguagem exagerada;
- Divulgar técnicas não reconhecidas pelo CFM;
- Induzir o paciente a acreditar em superioridade profissional.
A publicidade médica deve ser informativa, não persuasiva no sentido comercial agressivo.
Proibição de mercantilização da medicina
A venda direta de medicamentos, produtos ou serviços de forma que configurem concorrência desleal continua vedada. A medicina não pode ser transformada em comércio. A atuação deve manter caráter assistencial e ético.
Como organizar sua clínica para cumprir as novas regras da publicidade médica
Agora vem um ponto prático. Não basta apenas saber o que é permitido. É necessário organizar a clínica para garantir a conformidade.
Algumas medidas essenciais incluem:
- Arquivar autorizações de uso de imagem;
- Registrar consentimentos formais;
- Manter controle documental;
- Garantir segurança de dados conforme LGPD;
- Padronizar comunicação institucional.
Se houver fiscalização ou denúncia, sua clínica precisa ter comprovação documental.
O papel da gestão digital nesse cenário

Com o aumento da presença digital, a gestão administrativa se torna ainda mais importante. Com o uso do OnMed, controlar prontuários, armazenar termos de consentimento, organizar relatórios e manter histórico estruturado são medidas que reduzem riscos éticos e jurídicos.
Nosso sistema de gestão eficiente ajuda você a:
- Centralizar documentos;
- Controlar autorizações de imagem;
- Registrar atendimentos;
- Organizar dados com segurança;
- Manter rastreabilidade das informações.
Isso traz segurança tanto para o profissional quanto para o paciente.
As novas regras da publicidade médica representam uma atualização importante da relação entre medicina e comunicação digital. A Resolução CFM nº 2.336/2023 trouxe mais liberdade, permitindo antes e depois, divulgação de preços, depoimentos e maior presença nas redes sociais.
Porém, essa liberdade vem acompanhada de responsabilidade ética, transparência e organização documental rigorosa.
Se você deseja divulgar sua clínica com segurança, manter registros organizados e atuar em conformidade com as normas do CFM, é fundamental contar com uma gestão estruturada. Teste o OnMed e descubra como organizar prontuários, armazenar autorizações, centralizar documentos e manter sua clínica alinhada às exigências das novas regras da publicidade médica.

